
O que a feira de comércio eletrônico de Medellín deixou: IA aplicada, marcas próprias, operações mais eficientes e uma geração de empreendedores que quer crescer.
Durante a EFFIX 2026, o Plaza Mayor voltou a reunir quem está começando a vender pela internet e empresários que já enfrentam um desafio diferente: transformar suas vendas em empresas sustentáveis. Entre fornecedores, transportadoras, plataformas de tecnologia, agências e criadores de conteúdo, a feira permitiu ver como o empreendedorismo digital está evoluindo na Colômbia.
A sexta edição, realizada de 15 a 19 de outubro em Medellín, foi mais do que uma vitrine comercial. A organização anunciou mais de 350 empresas e marcas e mais de 200 palestras e workshops. Por trás dessa programação havia um sinal interessante: hoje o e-commerce reúne pessoas que buscam sua primeira oportunidade de negócio e empresas que já pensam em construir marca, melhorar margens e vender em outros mercados.
Durante anos, uma das portas de entrada para o comércio eletrônico foi encontrar um produto, montar uma loja e aprender a anunciar. Esse caminho continua existindo, mas a agenda da EFFIX mostrou uma conversa mais ampla: como se diferenciar, gerar recompra, criar comunidade e passar de uma operação de vendas para uma empresa com identidade própria.
Os títulos de algumas palestras resumiram muito bem: Camilo Uribe falou sobre passar “de e-commerce a marca milionária”; David Costarrosa, sobre passar “de dropshipper a empresário”; e Alejandro Celis colocou a recompra na mesa como uma variável-chave para o valor de um comércio. São abordagens diferentes que apontam para uma mesma pergunta: o que resta do negócio depois de conseguir a primeira venda?
A resposta não está apenas em vender mais. Também está em fazer o cliente voltar, construir confiança, ter números claros e desenvolver uma operação que não dependa permanentemente de encontrar o próximo produto da moda.
A inteligência artificial esteve presente em vários espaços da programação, mas o mais valioso foi seu enfoque prático: criar conteúdo, automatizar funis, atender conversas, analisar campanhas e apoiar tarefas que antes consumiam horas de trabalho. Entre as sessões anunciadas estavam workshops sobre agentes de IA, automação empresarial e vendas pelo WhatsApp.
Para quem está começando, isso reduz as barreiras de entrada: uma equipe pequena pode testar ideias, lançar campanhas e organizar processos com ferramentas que antes pareciam fora de alcance. Ter acesso à tecnologia democratiza a possibilidade de empreender; o desafio é aprender a usá-la com critério e não confundir automação com estratégia de negócio.
Também houve um alerta implícito na própria variedade de temas: nem tudo se resolve com IA. A proposta de valor, o conhecimento do cliente e a capacidade de execução continuam fazendo a diferença.
A feira não girou apenas em torno do marketing. A programação incluiu conversas sobre logística, pagamento na entrega, finanças, retenção, expansão internacional e como operar centenas de pedidos sem perder o controle. Essa diversidade importa porque vender é apenas o começo da operação.
Um comércio que cresce precisa responder a perguntas menos chamativas, mas decisivas: quanto custa de verdade entregar cada pedido? Que porcentagem dos clientes volta? Quanto dinheiro fica disponível depois de pagar publicidade, fornecedores e devoluções? É possível conciliar o que foi vendido com o que foi efetivamente recebido?
Aí surge uma lição útil tanto para empreendedores novos quanto para marcas consolidadas: o crescimento não deveria ser medido apenas pelo faturamento. A rentabilidade, o fluxo de caixa e a capacidade de operar bem são o que permite sustentá-lo.
Quando os pedidos aumentam, também cresce a complexidade de cobrar, confirmar cada pagamento e fechar as contas. Nesse contexto, pagamentos instantâneos como o Bre-B abrem uma oportunidade para que pequenos e grandes comércios reduzam tarefas manuais e tenham mais visibilidade sobre seus recebimentos.
A Coloca participou da EFFIX e apresentou nosso gateway de pagamentos com Bre-B, focado em facilitar as cobranças, as notificações e a conciliação para pessoas e empresas. Também compartilhamos nossa visão de conectar esses pagamentos locais a uma infraestrutura financeira que facilite operar em diferentes moedas e mercados da América Latina. Mais do que falar de tecnologia, foi valioso ouvir os problemas do dia a dia de quem vende e administra seus negócios.

A EFFIX deixou um retrato interessante do ecossistema: empreendedores que estão apenas começando dividindo espaço com marcas que já vendem em escala; ferramentas de IA cada vez mais acessíveis; e uma conversa empresarial que começa a dar tanta importância à operação e à recompra quanto à aquisição de clientes.
O potencial é enorme, mas os desafios também: diferenciar-se, construir confiança, cuidar do caixa e crescer sem perder o controle. Se esta edição deixou uma ideia clara, é que a Colômbia não precisa apenas de mais lojas vendendo pela internet. Precisa de mais empreendedores capazes de transformar essas primeiras vendas em empresas duradouras.
Receba com Bre-B e tenha suas cobranças, notificações e conciliação em um só lugar.